quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Passado pt. 1

A dor, a mais longa que há
É a dor de não saber onde você está
Finjo não ligar, não sei se engana
Mas sempre a procura de alguma abertura


Dias, semanas, a vida continua
Numa sofrida aventura rotineira
Tudo aquilo que parecia sob controle
Perde sentido, me sinto em desfoque
Mesmo sabendo que é coisa passageira
Insisto no erro, repito a tortura
Dói, dói mesmo, mas penso
É na dor que amadureço, e cresço.


Novas pessoas, novas amizades
Algo promissor, eu deixo à parte
No aguardo de algo que sei que nunca virá
Me pergunto se desse sonho eu vou acordar
Se não acordar, não tenho esperança
E se acordar, fica sempre a pergunta
Será que é o certo, o correto?
Será esse o destino traçado?
Uma pessoa, duas vidas decididas
Uma vida, dois ramos nascentes
Que morrem ao se deparar com o real
Da situação atual, surreal destino banal


Aconteceu com tanta gente, eu penso
Mas é algo que insiste em bater
Será que dos erros eu não vou aprender?
Nas dores da dúvida, me vejo em você


Outro dia nasce sem cor
Já até me acostumo com a dor
Esqueço, deixo tudo de lado por hoje
Mas a dor, com quem quer que fosse
Faz doer até meus ossos da face


Meu amigos, ah, meus amigos!
Sempre me ajudam, sempre ao meu lado
Procuram confortar no calor de um abraço
Nunca me deixam sozinho em desgraça
Devo-lhes minha vida, minha alma
Quem mais proporcionaria tamanha alegria?
Quem mais confortaria minha estima quebrada?


Do mais me despeço de ti
Dois segundos depois me arrependo
Viro de costas, ignoro, me esforço
O esforço parece queimar
Tão difícil é te ignorar
Tão fácil seria voltar a te amar
(Leonardo Trovão)

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